Prestadores de cuidados e suas formas de remuneração

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As relações entre o paciente, o prestador de cuidados e o financiador são caracterizadas por assimetrias de informação. Como a tutela observa de forma muito imperfeita o estado de cuidados com a saúde do paciente, apenas avalia de forma imperfeita se o cuidado prestado é justificado. Neste contexto, as formas de pagamento devem permanecer simples: a remuneração pode depender do tempo trabalhado (colaborador), do número de pacientes inscritos (capitação) ou do número de consultas (pagamento por serviço).

Os mecanismos mais fixos podem levar a uma qualidade insuficiente dos cuidados, ou mesmo à seleção de pacientes e ao pagamento de taxas por serviço, conduzindo a procedimentos desnecessários. Mas graças às tecnologias de informação, a assimetria de informação é reduzida, permitindo remunerar melhor os cuidados prestados no interesse dos pacientes, de acordo com indicadores de qualidade dos cuidados e de cuidados com a saúde pública.

A questão da distribuição geográfica dos médicos e da sua articulação com outros profissionais de cuidados com a saúde está ligada aos métodos de remuneração. Hoje, a delegação de tarefas médicas esbarra nos efeitos estruturantes do pagamento por serviços prestados na medicina ambulatorial, que incentiva a prática individual.

Contudo, o desenvolvimento de sistemas de informação oferece possibilidades consideráveis para melhorar a organização dos cuidados. Hoje podemos conhecer detalhadamente as necessidades de cuidados com a saúde de uma população; podemos também medir a atividade de uma estrutura de cuidados com a saúde, mesmo em regime de ambulatório. Nada proíbe basear a remuneração da estrutura de cuidados com a saúde em tais indicadores. https://alejandrozoboli.com.br/fasceite-plantar/